Fundação Cultural de Itajaí: Descentralização, Inclusão e Visibilidade

A Fundação Cultural de Itajaí trabalhará de forma macro com três eixos que nortearão suas ações neste novo governo: Descentralização, Inclusão e Visibilidade.
A descentralização é fundamental na atual conjuntura de Itajaí. Os projetos culturais foram pensados para o centro da cidade esquecendo os nossos bairros. Levar atividades artísticas, cursos, apresentações, além de seminários às comunidades que discutirão os projetos culturais, será uma das marcas da nova administração. Parcerias serão construídas entre a Fundação Cultural e as Associações de Moradores, bem como espaços que possam ser utilizados para fins artísticos. Até mesmo os eventos de grande porte que já ocorrem em Itajaí, como o Festival de Música, também terá shows e atividades fora do centro da cidade. Oportunizar a todos desenvolver suas habilidades artísticas é uma forma eficaz de inclusão social.
A Inclusão por meio da arte tem que estar na prática cotidiana de uma instituição que traça Políticas Culturais para o município. O próprio projeto Arte nos Bairros, descrito acima, é uma ação que pretende incluir mais pessoas em atividades ligadas a arte. Parcerias também devem ser reafirmadas e expandidas, principalmente aquelas com entidades que desenvolvem trabalhos com pessoas que requerem cuidados especiais e uma metodologia própria de trabalho. Aqui posso destacar pessoas que trabalham com portadores de necessidades especiais e que utilizam a arte como forma de gritar para o mundo seus desejos e suas emoções.
Itajaí é uma terra com uma enorme diversidade cultural. Açorianos, alemães, italianos, japoneses, chineses, árabes, africanos, afro descendentes. Estas são algumas das etnias que compõem a nossa cultura local. Muitas destas já ocupam um local de destaque nas políticas públicas de visibilização social, outras não. A intenção da Fundação Cultural é dar visibilidade a todas as manifestações culturais da cidade. Não privilegiar um ou outro é condição básica para percebermos a cidade como um todo. Todas as manifestações culturais merecem ser visíveis na cidade e por conseqüência no país. Ao definir graus de importância entre uma manifestação e outra , corre-se o risco de criar preconceitos inaceitáveis e excludência.
Também vale destaque a necessidade de cada vez mais as empresas de Itajaí e que se utilizam da infra-estrutura de nossa cidade tornarem-se parceiras de projetos que tenham como objetivo central a inclusão social. Neste sentido criamos o selo “Empresa Amiga da Cultura” que celebrará esta relação entre poder público municipal, através da Fundação Cultural de Itajaí, e empresas preocupadas com a responsabilidade social tão urgente para o desenvolvimento amplo dos cidadãos itajaienses.
Os artistas de Itajaí e que vem a nossa cidade merecem todo o respeito e as Políticas Públicas devem ser norteadas por este respeito. Infelizmente nos últimos anos contou muito mais políticas de aparência do que políticas que discutiam a fundo as reais necessidades para a arte em Itajaí. Chega de pensar as ações públicas apenas no campo das aparências.
Respeitar o ser humano é condição básica para se administrar os bens públicos. O ser humano deve estar sempre em primeiro lugar.
O povo merece, sempre!

Lourival Andrade Júnior
Superintendente da Fundação Cultural de Itajaí
Diretor de Teatro e Historiador.